Case Toguro x Cimed: 5 Lições de Marketing

Toguro – nome artístico de Tiago Ribeiro de Lima – não tem MBA em marketing. Não passou anos em multinacionais. Mas tem algo que nenhum curso ensina: capacidade de criar narrativas que geram atenção sustentada, com mais de 20 milhões de seguidores somados.
O movimento dividiu opiniões. Segundo o InfoMoney, profissionais criticaram duramente a contratação no LinkedIn. A resposta de João Adibe Marques, CEO da Cimed, foi categórica: “não existe curso para aprender isso: o dia a dia da narrativa”.
Para pequenas e médias empresas, esse caso não é fofoca corporativa. É manual de sobrevivência para 2026. Sua marca está investindo em quem sabe comunicar ou em quem tem diploma na parede?
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A Origem: Quando Um Meme Vira Fenômeno Nacional
Durante um podcast, Leo Stronda questionou Toguro sobre sua bebida alcoólica que já vinha misturada com energético: “E a embalagem que diz ‘não misture com álcool’?”
A resposta performática de Toguro entrou para história: “Sabor energético”. Repetiu várias vezes com pausas dramáticas, fazendo aspas no ar. “É sabor de Monster. O energético tem o sabor, não tem?”
Esse momento aparentemente tosco se transformou em um dos memes mais poderosos de 2026, segundo a Exame. A frase virou código cultural: “sabor namorado” para ficantes, “sabor grife” para roupas da Shopee. O Portal Publicitário destacou como a contratação consolidou estratégia construída há meses.
O Terra mostrou como marcas tipo KitKat foram instantaneamente associadas ao meme ao mudarem “cobertura de chocolate branco” para “cobertura sabor chocolate branco”.
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Por Que a Cimed Apostou Milhões em Um Meme
Enquanto marcas tradicionais debatiam se “entrariam na onda”, a Cimed já tinha Toguro no escritório. A jogada não foi apostar em viralização temporária. Foi reconhecer mudança estrutural no consumidor.
João Adibe Marques comanda empresa que projetava R$ 4,5 bilhões em 2025 e meta de R$ 10 bilhões até 2030. Contratar Toguro como Head de Comunicação foi decisão calculada baseada em dados concretos de audiência.
Segundo a Exame, creators deixaram de ser apoio tático e viraram infraestrutura de comunicação.
A parceria começou com produtos: Carmed “Sabor Energético” (hidratante labial) e antiressaca conectado às bebidas de Toguro. Real time marketing na veia. Depois veio o anúncio oficial: Head de Comunicação e Marketing. Não embaixador. Cargo executivo real. Esse movimento se alinha com a tendência do mercado que aponta parcerias de longo prazo substituindo colaborações pontuais.

As Cinco Lições de Marketing Que Todo Empresário Precisa Aprender
- Audiência Própria Vale Mais Que Mídia Paga
Toguro acumula milhões de seguidores genuínos que consomem seu conteúdo diariamente. Esse nível de atenção sustentada não se compra com verba publicitária. Enquanto campanhas tradicionais custam fortunas e geram engajamento temporário, criadores de conteúdo mobilizam milhões com um único vídeo gravado no celular. Dados do mercado brasileiro mostram que audiência própria vale mais que alcance pago, especialmente quando há conexão autêntica com comunidade.
Para pequena empresa: invista em construir audiência antes de tentar vender para ela. Crie relevância antes de buscar validação do mercado.
- Velocidade Digital Exige Estrutura Diferente
Adibe explicou ao InfoMoney que o mundo publicitário tem muita dificuldade de entender a velocidade do digital, que não tem dia e nem tem hora, é espontânea e pede necessariamente uma narrativa.
Toguro visitou farmácias gravando conteúdos sobre produtos Super (marca de higiene oral da Cimed) para postar durante exposição no Big Brother Brasil. União entre online e offline com agilidade impossível para estruturas corporativas tradicionais.
Para pequena empresa: processos lentos matam oportunidades. Defina quem tem autonomia para criar conteúdo rápido sem passar por dez aprovações.
- Cultura Não Se Fabrica, Se Reconhece
O “sabor energético” não foi campanha planejada. Foi momento cultural orgânico que Cimed reconheceu antes do mercado. A empresa não tentou criar hype artificial. Identificou onde conversas já estavam acontecendo e se inseriu de forma natural. Pesquisas apontam que autenticidade será o diferencial competitivo definitivo em 2026.
Para pequena empresa: pare de tentar forçar tendências. Observe onde seu público já está conversando e participe autenticamente.
- Formação Tradicional Não Garante Resultado
A crítica mais comum à contratação de Toguro no LinkedIn foi falta de formação tradicional em marketing ou comunicação corporativa. Mas João Adibe foi direto: “Seria muito fácil trazer um publicitário tradicional para falar sobre medicamento, mas é muito difícil esse cara inovar”.
Cimed optou conscientemente por trazer pessoas de realidades diferentes. A visão de Toguro sobre narrativa, storytelling e construção de audiência não existe em nenhum MBA.
Para pequena empresa: olhe além de currículos perfeitos. Quem realmente entende seu público pode valer mais que quem tem certificações na parede.
- Relevância Cultural É Ativo Mais Valioso
Conforme análise da Exame, atenção sustentada, repetição consistente e leitura cultural são os ativos mais valiosos do marketing contemporâneo.
Toguro não pediu espaço. Construiu audiência durante anos antes de decidir o que vender para ela. Quando Cimed percebeu isso, não “apostou em meme”. Reconheceu que relevância não nasce no produto, nasce quando produto ocupa espaço legítimo na cultura.
Para pequena empresa: invista tempo entendendo cultura do seu nicho. Produtos técnicos excelentes morrem se não conversam com momento cultural do consumidor.

Os Riscos Que Empresas Tradicionais Não Veem
Toguro tem histórico polêmico: acidentes fatais em 2023, exposição controversa em 2024, prisão por desacato em 2025. Tudo público, documentado nas redes.
Por que Cimed aceitou? Porque autenticidade imperfeita conecta mais que perfeição fabricada. Consumidor de 2026 busca marcas reais, com posicionamento claro. Dados mostram que o marketing de influência deve ultrapassar US$ 40 bilhões globalmente até 2026.
Empresas tradicionais evitam polêmica. Resultado? Comunicação pasteurizada, esquecível. Marcas que abraçam personalidades reais constroem lealdade impossível de replicar.
Como Implementar Estratégia Toguro Sem Ser a Cimed
“Mas eu não tenho orçamento para contratar influenciador de milhões de seguidores!” – você deve estar pensando. Certo. Mas você está interpretando a lição errada.
A estratégia não é contratar megalinfluenciador. É entender os princípios que tornam essa abordagem poderosa:
Construa Voz Autêntica da Marca: Toguro não imita ninguém. Sua comunicação é única, reconhecível instantaneamente. Sua marca tem voz própria ou parece clone genérico dos concorrentes?
Velocidade de Resposta Cultural: Quando meme explodiu, Cimed reagiu em dias, não meses. Sua empresa consegue aproveitar oportunidades culturais antes que esfriem? Entenda como estratégias ágeis diferenciam vencedores de retardatários.
Narrativa Contínua, Não Campanhas Isoladas: Toguro construiu audiência ao longo de anos com narrativa consistente. Sua comunicação conta história coerente ou é colcha de retalhos de posts aleatórios? A personalização e consistência são fundamentais para resultados sustentáveis.
União Online-Offline: Toguro gravou em farmácias físicas para postar online durante BBB. Seus canais digitais e físicos conversam entre si ou operam em silos separados?
Humanização Radical: Pessoas seguem Toguro porque ele é pessoa real, não personagem corporativo. Sua marca tem rosto humano ou esconde-se atrás de logotipo impessoal?
O Futuro Pertence a Quem Entende Atenção, Não Anúncios
A contratação de Toguro não é excentricidade. É sintoma de transformação profunda no marketing. Morte do marketing de interrupção, nascimento do marketing de relevância.
Marcas que “compram atenção” com anúncios pagos nadam contra a maré. Consumidor pula anúncios, instala ad blockers, ignora banners. Pesquisa da Kantar revela que 61% dos profissionais pretendem aumentar orçamento em influenciadores em 2026.
Mas esse consumidor assiste voluntariamente vídeos de 20 minutos de criadores que segue. Compra produtos recomendados por vozes em quem confia.
Segundo a Istoé Dinheiro, Toguro celebrou: “Agora minha missão é levar a marca para toda a população, fazendo o certo e com muito pés do chão”. Note: “levar a marca”, não “vender produtos”. Missão, não meta de vendas.
Essa mudança – de transação para relacionamento, de campanha para cultura – separa marcas que crescem de marcas que desaparecem.
Prepare Sua Marca Para a Era da Relevância Cultural
Em 2026, marketing passa por transformação radical. Não basta ter bom produto ou investir em mídia. É preciso ocupar espaço legítimo na cultura do seu público.
Case Toguro x Cimed prova que empresas que quebram paradigmas ganham vantagem brutal. Enquanto concorrentes debatem se devem “arriscar”, pioneiros já dominam atenção do mercado.
Para pequenas empresas, oportunidade é ainda maior. Você não precisa competir com orçamento de multinacionais. Precisa competir em autenticidade, velocidade e relevância cultural – onde gigantes são lentos. O mercado brasileiro movimenta mais de R$ 20 bilhões em marketing de influência, sendo um dos três maiores do mundo.
Transforme Comunicação em Vantagem Competitiva Real
Sua empresa está preparada para migrar de marketing de interrupção para marketing de relevância ou vai continuar jogando dinheiro em anúncios que ninguém quer ver?
A ausência de influenciadores milionários não significa atraso, assim como contratação de publicitários tradicionais não garante resultado. Equilíbrio entre autenticidade cultural e estratégia comercial é central em todas decisões de comunicação em 2026.
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